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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Grande mídia ignora genocídio de cristãos que se intensifica na Nigéria



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Cristãos na Nigéria testemunharam outra rodada de ataques sangrentos na semana passada, quando terroristas do Boko Haram capturaram a cidade de Michika, no estado de Adamawa, no extremo leste do país, queimando prédios e trocando tiros com tropas do governo.
De acordo com um artigo publicado no Washington Examiner pelo jornalista Douglas Burton, o ataque continuou por horas com um número desconhecido de vítimas, embora os relatórios iniciais mencionassem: "dezenas de mortos". Burton é membro do conselho consultivo da organização “Save the Persecuted Christians” (STPC) (“Salvem os Cristãos Perseguidos”), que clama pela proteção de mais de 300 milhões de cristãos perseguidos em todo o mundo.

O padre Peter John Wumbadi é chefe da Igreja Católica de St. Anne em Michika. Wumbadi disse a Burton que "ouviu explosões de bombas e muitas balas perdidas", o que o motivou a levar seis estudantes da escola paroquial para o seu carro e passar por prédios em chamas e multidões de cidadãos em pânico que estavam correndo para se esconder.

Wumbadi dirigiu-se para a aldeia de Kalaa, onde ele e os estudantes se refugiaram na casa paroquial do padre Lawrence Ikeh, que fica a poucos quilômetros do Parque Nacional Sambisa. Acredita-se que cerca de 5.000 ou mais terroristas do Boko Haram se abriguem nos bunkers subterrâneos do parque.

"Depois daquele ataque, vim visitar as aldeias na área de duas milhas ao redor da minha igreja, e aquele lugar parecia um cemitério", disse o padre Ikeh, chorando. "Mais de 150 pessoas foram assassinadas".
Tensão
Em 2015, o Boko Haram foi classificado como o grupo terrorista mais letal do mundo pelo Instituto de Economia e Paz.
Como a CBN News relatou, pelo menos 120 pessoas foram mortas em uma série de ataques realizados pela milícia Fulani (islâmica) em comunidades cristãs na região de Adara, no sul de Kaduna, na Nigéria, desde fevereiro, segundo o grupo sem fins lucrativos ‘Christian Solidarity Worldwide’ (CSW). .
O massacre também continuaram no Congo, como a Portas Abertas dos EUA informou no início deste mês que seis cristãos, incluindo três mulheres e uma criança de nove anos, foram mortos em um ataque à aldeia cristã de Kalau, localizada perto da cidade de Beni.
Os atacantes faziam parte das Forças Democráticas Aliadas (ADF). A ADF foi formada há 24 anos por rebeldes muçulmanos ugandenses depois que eles se retiraram do exército ugandense.
Nos últimos cinco anos, centenas de civis morreram apenas na área de Beni, no Congo, de acordo com a Portas Abertas. Acredita-se que militantes da ADF mataram pelo menos 700 civis e mais de 20 membros da força de paz da ONU.
O ataque contra duas mesquitas na Nova Zelândia continuou dominando as manchetes na mídia americana desde que um autoproclamado racista matou 50 pessoas. Embora os ataques contra muçulmanos que vivem no mundo ocidental sejam extremamente raros, a situação não se compara à matança de cristãos que vivem no mundo muçulmano. De acordo com a Portas Abertas (USA), pelo menos 4.305 cristãos conhecidos pelo nome foram assassinados por muçulmanos por causa de sua fé, somente em 2018.
A organização “Aid to the Church in Need” (“Ajuda à Igreja Necessitada”), em seu último "Relatório de Liberdade Religiosa", advertiu que 300 milhões de cristãos, esmagadoramente na maioria dos países muçulmanos, foram submetidos à violência, tornando-a "a religião mais perseguida do mundo".
A Voz da Europa relata que as chances de um cristão em um país de maioria muçulmana ser assassinado por um muçulmano — simplesmente por ser o que ele é - são aproximadamente uma em 70.000. O que significa que um cristão que vive em um país de maioria muçulmana tem 143 vezes mais chances de ser morto por um muçulmano, simplesmente por ser cristão, do que um muçulmano é provável que seja morto por um não-muçulmano em um país ocidental por ser o que é.





STF permite sacrifício de animais em cultos religiosos




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Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (28), por unanimidade, que é constitucional o sacrifício de animais em cultos religiosos. A corte entendeu que a lei do Rio Grande do Sul que permite o sacrifício de animais em ritos religiosos é constitucional.
O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, registrou que todos os votos foram proferidos no sentido de admitir o sacrifício de animais nos ritos religiosos e observou que as divergências dizem respeito ao ponto de vista técnico-formal, relacionado à interpretação conforme a Constituição da lei questionada.
A tese produzida pelo Supremo diz que “é constitucional a lei de proteção animal que, a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana”.
O caso chegou ao Supremo em um recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra uma decisão do Tribunal de Justiça gaúcho que autorizou a prática em relação a religiões de matriz africana, desde que sem excessos e crueldade.
O julgamento do caso começou em agosto do ano passado. O relator, ministro Marco Aurélio Mello votou a favor do sacrifício dos animais nos rituais de todas as religiões, não apenas as de matriz africana. Todos os ministros seguiram o mesmo entendimento.
Por pedido de vista pelo ministro Alexandre de Moraes, o julgamento do recurso, que teve início em agosto do ano passado, foi suspenso.
No retorno da ação ao plenário da corte, Alexandre de Moraes leu seu voto-vista pelo provimento parcial do recurso e disse que “a oferenda dos alimentos, inclusive com a sacralização dos animais, faz parte indispensável da ritualística das religiões de matriz africana”.
O ministro também votou para estender a permissão a rituais de todas as religiões, mas não condicionou a prática ao consumo da carne do animal.
Apesar da decisão, o tema é polêmico. Em 2017, a advogada Leticia Filpi esclareceu que sacrificar animais em rituais religiosos viola o artigo 225 da Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais 9.605. De acordo com ela, a prática é cruel e provoca sofrimento desnecessário, o que é vedado pela legislação brasileira. A declaração foi dada em entrevista ao portal Holocausto Animal.





“Muitos dos que acreditam ser discipuladores não são discípulos”, diz pastor



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O discipulado deve fazer parte da vida da igreja desde o evangelismo até o amadurecimento ministerial, de acordo com o pastor David Kornfield.
“A única pessoa que pode fazer discípulos é aquela que é discípulo. É impossível reproduzir o que não somos. Muitos dos que supõem ser discipuladores não o são porque não são discípulos”, disse ele em entrevista ao time de comunicação da missão Sepal.
David, que é doutor em Educação pela Universidade de Chicago, missionário da Sepal (OC Internacional) e coordenador da Aliança Evangélica Mundial do Grupo de Trabalho de Pastoreio de Pastores, será um dos preletores do Encontro Sepal 2019, entre 6 e 10 de maio.
Os desafios para atender o chamado ao discipulado são grandes, segundo David. “Não temos mais uma cultura de discipulado em nossas igrejas, seminários e institutos bíblicos. Ela é tampouco vivenciada pela maioria de nossos líderes denominacionais”, observa.
“A maioria dos pastores nunca aprende a ser discípulos, muito menos discipuladores. Se eles não o são, não há muita esperança para suas igrejas. Por isso acredito tão firmemente no valor indispensável do discipulado e pastoreio de pastores. Acredito de forma profunda que pastores e discipuladores saudáveis são a maior chave para uma igreja ser saudável e também discipuladora”, completa.
Ele ainda destaca que estimular o evangelismo sem discipular os novos convertidos é como “dar à luz fisicamente e não cuidar do bebê depois”. “Isso é contrário a todas as leis e ao instinto natural de um pai. Cada pessoa que chega a Jesus através de nós ou nossa igreja é como um dos talentos da parábola que Cristo contou. Algum dia, Deus pedirá contas sobre esses ‘talentos’”, ilustra.
Discipulado também é para os maduros
Para David, a igreja nunca será despertada quanto ao discipulado se os pastores não experimentarem o “mentoreamento” em suas próprias vidas. “Todo verdadeiro discípulo se torna discipulador, reproduzindo discípulos. Se não temos uma igreja de discípulos é porque o pastor não é discipulador”, afirma.
“Hoje, os pastores estão ocupados com tudo e qualquer coisa menos com a missão de fazer discípulos. Jesus vivia uma vida simples, não fazendo quase nada das muitas atividades dos pastores de nossos dias, para poder dedicar-se ao discipulado”, acrescenta.
O pastor destaca que uma das maiores mentiras que Satanás conseguiu vender para a igreja é a que o discipulado é apenas para novos convertidos. “Não era assim para Jesus. Para o Senhor, o discipulado focava a liderança principal da igreja. Focava os pastores e apóstolos que ele estava formando. É impressionante que, em meio à formação de seus discípulos, Jesus os enviou como mensageiros, como apóstolos. Mas apenas ao final de seu ministério os enviou como discipuladores. Em certo sentido, o chamado a ser discipulador é maior do que o chamado a ser apóstolo”.







sexta-feira, 5 de abril de 2019

Vampiros espirituais



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O sangue não é apenas o conjunto de glóbulos vermelhos e plasma que circula em nossas artérias, mas uma metáfora para a ideia de vida, esforço e determinação em um projeto ou sonho. Por isso usamos a expressão “Estou dando todo o meu sangue” quando queremos dizer que nos envolvemos com toda a nossa capacidade e força em um projeto.
Isto é, “dar o sangue” é quando você envolve toda a sua energia em uma atividade. E sabemos que toda fonte de energia é o espírito humano.
Por isso precisamos nos cuidar com os assim chamados “vampiros espirituais” - que são basicamente pessoas que se alimentam dessa energia e te roubam toda vontade, afinco ou determinação em um projeto ou sonho.
Eles sugam esse sangue através de atitudes, palavras ou anseios inconscientes de inveja, maldade ou crueldade. Podem ser parentes, amigos, vizinhos ou até mesmo seres espirituais malignos. Mas em grande parte são pessoas reais.
Possivelmente, a origem da palavra seja eslava ou romena, e o vampiro simboliza um ser lendário que sai da sua tumba para sugar o sangue dos vivos. Isto é, metaforizando novamente, pessoas que vivem apáticas e frias quanto à vida e aos sentimentos, e roubam a alegria, felicidade e crescimento de outros que estão vivos e bem, através de críticas, maledicências e até mesmo com energia ruim.
As igrejas não estão isentas e infelizmente esse vampirismo espiritual está cada dia mais acentuado.
Pessoas estão sendo enfraquecidas na fé, na Palavra, na comunhão, na Verdade, através do engano, da manipulação, da fofoca e do autoritarismo de pessoas que fazem uso do arsenal religioso os mecanismos espirituais para sugar o sangue de muitas ovelhas.
É preciso discernir os dias maus e os espíritos que nos cercam. Que Deus nos dê sabedoria e discernimento diante de todos aqueles que se dizem evangélicos.
Por Bruno dos Santos, Teólogo, Escritor, Lifecoaching e Palestrante nas áreas de Espiritualidade, Liderança e Autogestão.



UNICEF: mais crianças morrem por água não tratada do que por violência no mundo




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Crianças menores de 15 anos que vivem em países afetados por conflitos prolongados têm, em média, quase três vezes mais chances de morrer de doenças diarreicas causadas pela falta de água potável, saneamento e higiene do que por violência direta, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em novo relatório divulgado nesta sexta-feira (22).
O documento “Water Under Fire” (Água sob Fogo, em tradução livre) examina as taxas de mortalidade em 16 países que passam por conflitos prolongados e conclui que, na maioria deles, crianças com menos de 5 anos têm uma probabilidade 20 vezes maior de morrer em decorrência de mortes relacionadas à diarreia devido à falta de acesso a água e saneamento do que em decorrência da violência direta.
“As chances já estão contra as crianças vivendo em conflitos prolongados – com muitas incapazes de chegar a uma fonte de água segura”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “A realidade é que há mais crianças que morrem por falta de acesso a água potável do que por balas”.
Sem serviços de água, saneamento e higiene seguros e eficazes, as crianças correm risco de desnutrição e doenças evitáveis, incluindo diarreia, febre tifoide, cólera e poliomielite.
As meninas são particularmente afetadas: elas são vulneráveis à violência sexual quando vão buscar água ou se aventuram a usar latrinas. Elas lidam com afrontas à sua dignidade enquanto se banham e administram a higiene menstrual. E faltam às aulas durante o período menstrual se suas escolas não têm instalações adequadas de água e saneamento.
Essas ameaças são exacerbadas durante conflitos, quando ataques deliberados e indiscriminados destroem infraestruturas, ferem grupos de funcionários e cortam a energia que mantém os sistemas de água, saneamento e higiene funcionando.
O conflito armado também limita o acesso a equipamentos essenciais de reparo e consumo, como combustível ou cloro – que podem ser esgotados, racionados, desviados ou bloqueados na entrega. Com demasiada frequência, os serviços essenciais são deliberadamente negados.
O UNICEF trabalha em países em conflito para fornecer água potável segura e serviços de saneamento adequados por meio da melhoria e reparação de sistemas de água, transporte de água, instalação de latrinas e promoção de práticas de higiene.
A agência da ONU está pedindo a governos e parceiros que interrompam ataques a infraestruturas de água e saneamento e a funcionários desses setores; vinculem respostas humanitárias vitais ao desenvolvimento de sistemas sustentáveis de água e saneamento para todos; e reforcem a capacidade dos governos e das agências de ajuda de fornecer consistentemente serviços de água e saneamento de alta qualidade em emergências.
O relatório calculou as taxas de mortalidade em 16 países com conflitos prolongados: Afeganistão, Burkina Faso, Camarões, Chade, Etiópia, Iêmen, Iraque, Líbia, Mali, Myanmar, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Síria, Somália, Sudão e Sudão do Sul.
Em todos esses países, com exceção de Líbia, Iraque e Síria, meninas e meninos de até 15 anos têm mais probabilidade de morrer de doenças relacionadas à água do que em decorrência da violência coletiva. Excluindo Síria e Líbia, crianças com menos de 5 anos têm quase 20 vezes mais probabilidade de morrer de doenças diarreicas ligadas à falta de água, saneamento e higiene do que como resultado da violência coletiva.
As estimativas foram derivadas de estimativas de mortalidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) para “violência coletiva” e “mortes diarreicas atribuíveis à falta de água, saneamento e higiene” entre 2014 e 2016.



quinta-feira, 4 de abril de 2019

ONU alerta para necessidade de financiamento da resposta à crise humanitária na RDC



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A chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o coordenador humanitário da ONU afirmaram na quinta-feira (21) que é necessário financiamento urgente e contínuo para uma resposta liderada pelo governo da República Democrática do Congo à crise humanitária no país.
Após uma missão de averiguação de fatos nesta semana, a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, e o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock, disseram que fundos são urgentemente necessários para atender as necessidades de crianças, famílias e comunidades vulneráveis, incluindo pessoas com deficiências.
“A transição política relativamente pacífica acontecendo na República Democrática do Congo é uma oportunidade que devemos aproveitar”, disseram as autoridades em comunicado, se referindo à primeira transferência pacífica de poder, após a eleição de 30 de dezembro.
“Podemos derrotar a enorme e prolongada crise humanitária. Mas precisamos urgentemente que doadores forneçam financiamentos generosos, conforme as necessidades continuam superando os recursos (disponíveis)”, disse Lowcock. Segundo ele, a República Democrática do Congo precisa de contínuo engajamento internacional para criar as condições para paz, segurança e desenvolvimento de longo prazo.
Embora o país tenha conseguido progressos nos anos recentes em algumas áreas, incluindo uma queda no número de crianças mortas antes de completarem 5 anos, a situação humanitária geral permanece alarmante. Cerca de 13 milhões de pessoas passaram fome no ano passado, frente a 7,7 milhões em 2017. Ao menos 4 milhões de crianças estão malnutridas, enquanto cólera, sarampo e ebola “continuam arruinando muitas vidas”.
“A desnutrição severa deve atingir neste ano 1,4 milhão de crianças com menos de 5 anos e colocá-las em risco iminente de morte”, disse Fore. “Em áreas do país afetadas por conflito, crianças e jovens estão sendo recrutados como combatentes e são agredidos sexualmente”. Além disso, Fore afirmou que estes jovens estão tendo seus direitos à educação e saúde negados.
“Juntos, a comunidade internacional e o novo governo podem – e devem – fazer o melhor para crianças”.

Conversas construtivas

Em Kinshasa, os dois representantes da ONU participaram de conversas com o presidente recém-eleito, Félix Tshisekedi, que reiterou o comprometimento do governo do país em liderar a resposta humanitária no país.
Em Goma, na província de Kivu do Norte, eles visitaram um centro de assistência para mulheres, incluindo sobreviventes de violência sexual e com base em gênero. Fore e Lowcock também se encontraram com sobreviventes de estupros que recebiam assistência médica, psicológica e legal, com apoio do UNICEF e parceiros.
Em Bunia, na província de Ituri, as autoridades visitaram um local para pessoas deslocadas internamente, onde se encontraram com uma mãe de quatro filhos que ficou ferida e cujo marido foi morto quando seu vilarejo foi atacado.

Trabalhos com moradores para combater ebola

Fore também viajou para Beni e Butembo, onde visitou centros para tratamento contra o ebola, conforme o surto continua. Além disso, ela expressou preocupação de que a luta contra a doença seja paralisada por conta de ataques recentes contra centros médicos.
Ela então visitou centros onde sobreviventes do ebola, agora imunes ao vírus, cuidam de crianças pequenas cujas mães estão sendo tratadas para a doença e correm o risco de desenvolvê-la.
Crianças representam um terço de todos os casos de ebola – mais do que em qualquer surto anterior. Mais de 1 mil crianças foram separadas de seus pais ou ficaram órfãs por conta da doença.
Os dois representantes da ONU concordaram que, para a eliminação do surto atual de ebola ter sucesso, é preciso maior engajamento da comunidade. “Somente se populações locais estiverem totalmente envolvidas e forem consultadas o surto será derrotado”, disse Lowcock.



UNESCO lamenta morte da educadora brasileira Maria Madalena dos Santos




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A Representação da UNESCO no Brasil lamentou a morte da educadora Maria Madalena Rodrigues dos Santos, falecida no último sábado (23). A especialista coordenava um estudo da agência da ONU sobre boas práticas de gestão escolar. Com mais de 20 anos de trajetória no Banco Mundial, Maria Madalena também trabalhou com o governo brasileiro na formulação de políticas públicas.
Em nota de pesar, a UNESCO afirma que “Maria Madalena acreditava no poder da educação de qualidade como ferramenta para transformar vidas”. “A educadora deixa um legado a ser seguido e um exemplo aos profissionais da área”, acrescenta o organismo internacional.
De acordo com a agência das Nações Unidas, a brasileira atuou como especialista sênior do Banco Mundial, onde contribuiu para o desenvolvimento de estudos e de políticas de educação em vários países.
“A UNESCO no Brasil expressa sua solidariedade à família e aos amigos de Maria Madalena pela irreparável perda”, completa o comunicado.


quarta-feira, 3 de abril de 2019

OMS destaca esforços internacionais de combate à tuberculose



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A tuberculose não é só a infecção que mais causa mortes no mundo, mas também a principal causa de morte entre pessoas com HIV e uma grande causa de mortes relacionadas à resistência antimicrobiana, afirmou no domingo (24) a Organização Mundial da Saúde (OMS), marcando o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.
A doença mata cerca de 4.500 pessoas por ano e atinge cerca de 30 mil outras, de acordo com a OMS.
Desde 2000, esforços globais para combater esta doença evitável e curável salvaram uma estimativa de 54 milhões de vidas e reduziram a taxa de mortalidade em 42%. “O tema do Dia Mundial de Combate à Tuberculose deste ano é: ‘é hora de acabar com a tuberculose’”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Em linha com o impulso geral da OMS em direção à cobertura universal de saúde, a Organização pede neste dia mundial para governos, comunidades afetadas, organizações da sociedade civil, fornecedores de assistência de saúde e parceiros nacionais e internacionais unirem forças para garantir que ninguém seja deixado para trás.
Para acelerar a resposta, chefes de Estado se juntaram em setembro de 2018 e fizeram compromissos para acabar com a doença no primeiro encontro de alto nível da ONU sobre o assunto.
“Estamos destacando a necessidade urgente de transformar compromissos feitos no encontro de 2018 sobre tuberculose em ações que garantam que todos que necessitam de ajuda contra tuberculose possam conseguir isso”, disse o chefe da OMS.
Na semana passada, a OMS emitiu novas orientações para melhorar tratamento de tuberculose resistente a medicamentos e fez recomendações que incluem ações entre setores para monitorar e revisar o progresso. Entre as ações, estão planejamentos prioritários e implementação de intervenções e de uma força-tarefa para garantir engajamento significativo da sociedade civil.
“Este é um conjunto de ações pragmáticas que países podem usar para acelerar o progresso e avançar com compromissos de alto nível feitos (…) em setembro”, disse Tereza Kasaeva, diretora do Programa Global da OMS para Tuberculose.

Migrantes em alto risco

Como a tuberculose é contagiosa e transmitida pelo ar, migrantes estão entre os grupos mais vulneráveis, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A OIM destacou que muitos trabalham em empregos perigosos e vivem em moradias abaixo do padrão de qualidade. Outros podem estar detidos em centros lotados de detenção ou vivem em acampamentos para pessoas refugiadas ou deslocadas internamente.
Além disso, migrantes enfrentam barreiras culturais, administrativas e de língua para acessar serviços de saúde, sendo frequentemente excluídos de programas de proteção social e de saúde universal.
Como resultado, aqueles que pagam por fora por serviços de saúde podem acabar tendo despesas catastróficas de saúde e assistência de baixa qualidade.
“É hora de incluir migrantes”, afirmou a OIM, pedindo que objetivos ambiciosos sejam estabelecidos.
O Dia Mundial de Combate à Tuberculose, sempre em 24 de março, serve para aumentar conscientização sobre as devastadoras consequências de saúde, econômicas e sociais da doença e para aumentar esforços para o fim da epidemia global. Em 24 de março de 1882, Robert Koch anunciou a descoberta da bactéria que causa a tuberculose – abrindo caminho para diagnosticar e curar a infecção.



Armas autônomas letais devem ser banidas, insiste chefe da ONU




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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou especialistas em inteligência artificial (IA) reunidos em Genebra a avançarem nos trabalhos de restringir o desenvolvimento de sistemas de armas autônomas letais, conhecidas pela sigla em inglês LAWS.
Em mensagem na segunda-feira (25) ao Grupo de Especialistas Governamentais, o chefe da ONU afirmou que “máquinas com o poder e o critério de tirar vidas sem envolvimento humano são politicamente inaceitáveis, moralmente repugnantes e devem ser proibidas pela lei internacional”.
Nenhum país ou força armada é a favor de tais sistemas de armas “totalmente autônomos” que conseguem tirar vidas humanas, insistiu Guterres, antes de elogiar a declaração do painel no ano passado de que “responsabilidade humana para decisões sobre uso de sistemas de armas deve ser mantida, à medida que responsabilização não pode ser transferida para máquinas”.
Embora este anúncio de 2018 tenha sido uma importante linha traçada pelo Grupo de Especialistas Governamentais – que se reúne sob auspícios da Convenção sobre Armas Convencionais (CCW) – o chefe da ONU destacou em comunicado que, embora alguns Estados-membros acreditem que nova legislação é necessária, outros preferem medidas e diretrizes políticas menos rigorosas que possam ser aceitas.
Não obstante, é hora de o painel falar sobre as LAWS, disse o chefe da ONU. “Cabe a vocês agora estreitar estas diferenças e encontrar a maneira mais eficaz de avançar. O mundo está olhando, o relógio está correndo e outros são menos otimistas. Espero que vocês provem que eles estão errados”.
O encontro sobre as LAWS é um dos dois planejados para este ano. A agenda do Grupo cobre questões técnicas relacionadas ao uso de sistemas de armas autônomas letais, incluindo os desafios apresentados pela tecnologia à lei humanitária internacional. Além dos especialistas governamentais, também há participação de uma série de organizações internacionais, da sociedade civil, da academia e da indústria.
A Convenção atualmente tem 125 Estados-partes. Seu objetivo é proibir ou restringir o uso de tipos específicos de armas que podem causar sofrimento desnecessário ou injustificável a combatentes ou afetar civis indiscriminadamente.
Em comentários anteriores sobre IA, o secretário-geral comparou a tecnologia a “uma nova fronteira”, com “avanços se movendo em velocidade extremamente alta”.
“Inteligência artificial tem potencial de acelerar progresso em direção a uma vida digna, em paz e prosperidade, para todas as pessoas”, disse na Cúpula Global de IA para o Bem, em 2017. Ele acrescentou que há sérios desafios e sérias questões éticas que devem ser considerados – incluindo segurança cibernética, direitos humanos e privacidade.


terça-feira, 2 de abril de 2019

UNICEF: Mais de 1,5 milhão de crianças precisam de ajuda em Moçambique, Malauí e Zimbábue



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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 3 milhões de pessoas, das quais mais da metade são crianças, precisem urgentemente de ajuda humanitária em Malauí, Moçambique e Zimbábue após a passagem do ciclone Idai – o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas.
O UNICEF lançou na quarta-feira (27) um apelo para arrecadar 122 milhões de dólares para ajudar em sua resposta humanitária a crianças e famílias afetadas pela tempestade e seus efeitos nos três países atingidos pelos próximos nove meses.
“A escala maciça da devastação provocada pelo ciclone Idai está tornando-se mais clara a cada dia”, afirmou a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, que visitou a Beira, devastada pela tempestade, em Moçambique, na semana passada. “A vida de milhões de crianças e famílias está em risco e precisamos urgentemente de uma resposta humanitária rápida e eficaz em todos os três países”.
A expectativa é de que surjam mais informações sobre a gravidade da situação nos locais atingidos na medida em que mais áreas afetadas pelo ciclone se tornem acessíveis. Há também muito pouco tempo para evitar a disseminação de doenças oportunistas. As condições atuais – água estagnada, falta de higiene, corpos em decomposição, superlotação em abrigos temporários – podem facilmente levar a surtos de diarreia, malária e cólera, aos quais as crianças são especialmente vulneráveis.
O UNICEF também está profundamente preocupado com a segurança e o bem-estar de mulheres e crianças que estão amontoadas em abrigos temporários e em risco de violência e abuso, bem como crianças que ficaram órfãs ou separadas de suas famílias por causa da tempestade.
“O UNICEF já trabalhava nas áreas atingidas antes do desastre e, por isso, conseguiu iniciar a sua operação de emergência imediatamente. Para conseguir fazer o nosso trabalho, estamos mobilizando recursos em todo o mundo. Os brasileiros podem doar e ajudar a mudar a vida de milhões de crianças diretamente afetadas por esse desastre”, disse Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.
“Essa solidariedade já nos ajudou em emergências na Síria, Haiti, Nepal, entre outras. Agora, contamos com esses recursos para as crianças e os adolescentes de Moçambique, Malawi, Zimbábue”, completou.
Moçambique, o país mais afetado — com 1,85 milhão de pessoas atingidas, incluindo 1 milhão de crianças —, precisa urgentemente de assistência. Em Beira, há danos importantes em infraestruturas e inundações intensas em áreas urbanas, uma vez que a água não tem para onde ser drenada. As águas da enchente danificaram as plantações pouco antes da época de colheita, com até 50% da produção anual de culturas de Moçambique destruída.
No Malawi, mais de 869 mil, incluindo 443 mil crianças, foram afetadas, com mais de 85 mil pessoas deslocadas. No Zimbábue, mais de 270 mil pessoas foram afetadas, metade das quais são crianças.
O UNICEF está aumentando sua resposta para as crianças e famílias afetadas em cada um dos três países, trabalhando para ampliar o acesso a serviços de saúde, água, saneamento e higiene e educação. O UNICEF e seus parceiros também estão se concentrando em prevenir um aumento na desnutrição, identificar crianças que podem ter ficado órfãs ou separadas de suas famílias e levar as crianças de volta à escola.

Conferência em Paris discute potencialidades da Inteligência Artificial na educação



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A conferência “Inteligência Artificial para o Desenvolvimento Sustentável”, tema da Semana de Aprendizagem Móvel da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), debateu no início de março (4 a 8), em Paris, as potencialidades e os desafios da utilização da Inteligência Artificial (IA) na educação.
O evento foi realizado pela agência da ONU em parceria com a União Internacional de Telecomunicações (UIT), a Fundação ProFuturo e a empresa Skillogs.
Representantes de governos, setor privado, setor educacional e especialistas discutiram como usar a Inteligência Artificial para melhorar os sistemas de gestão do ensino e métodos de aprendizagem, assegurando a equidade e inclusão de grupos sociais vulneráveis.
“A Inteligência Artificial vai transformar profundamente a educação. As ferramentas pedagógicas, as formas de aprendizado, o acesso ao conhecimento e a formação dos professores terão uma revolução”, afirma a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, que ressalta ainda a necessidade de se definir princípios éticos para enquadrar as mudanças decorrentes desse avanço tecnológico.
Plataformas de compartilhamento de conhecimentos, impulsionadas pela Inteligência Artificial, podem aprofundar a compreensão de como os alunos aprendem e a maneira de aperfeiçoar os métodos de ensino. Sistemas capazes de identificar e analisar as emoções dos estudantes durante o aprendizado, baseados na escrita, na voz e na expressão facial visam permitir que os professores avaliem imediatamente reações e desempenho nas aulas.
Em Xangai, na China – um dos países onde a utilização da IA na educação está mais avançada – crianças na sala de aula desenham caligrafias no papel, escaneadas por máquinas que informam imediatamente o grau de precisão da escrita. Quando consideram o trabalho satisfatório, tais máquinas enviam ao professor.
O professor pode constatar, em tempo real, erros comuns da classe ou que determinado aluno levou alguns segundos a mais do que o outro para responder, por exemplo. Dessa forma, pode-se direcionar o ensino, inclusive individualizado.
A questão da aprendizagem personalizada, um dos principais potenciais do uso da Inteligência Artificial na educação, foi destacada por vários palestrantes durante a conferência na UNESCO.
“A personalização, com a possibilidade de detectar o ritmo de aprendizado de cada aluno, possibilitando a adaptação do conteúdo de ensino, é uma das maiores contribuições da IA”, explicou Sofia Fernandez de Mesa, diretora da Fundação ProFuturo.

Inteligência Artificial não substitui o professor

Na avaliação de especialistas, a IA não irá reduzir a importância dos professores. Seu papel é essencial no processo de aprendizado, segundo inúmeros participantes da Semana De Aprendizagem Móvel.
“A tecnologia não vai substituir os professores. A Inteligência Artificial se torna mais interessante quando os professores analisam os resultados dos estudantes”, disse Andreas Schleicher, diretor de educação e competências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que realiza o PISA, programa internacional de avaliação de alunos.
Para o deputado francês Cédric Villani, ganhador da medalha Fields (considerada o prêmio Nobel da matemática), a IA ajudará países com dificuldades a implementar sistemas de educação de qualidade, mas o fator humano continuará sendo essencial no futuro. “A Inteligência Artificial só poderá ter bons resultados se professores forem bem formados para aplicá-la”, ressaltou Villani.

O futuro do trabalho

A IA também está transformando o mundo do trabalho e a formação dos jovens deve integrar tecnologias dessa nova era. As empresas passaram a exigir novas competências e surgem carreiras ligadas à evolução tecnológica.
“Na Espanha, o sistema de educação não mudou em mais de 30 anos”, destacou Luis Miguel Olivas, diretor de empregabilidade da Fundação Telefônica Espanha. “O desemprego no país permanece elevado, mas muitas companhias não encontram candidatos para as vagas”, afirmou.
Segundo Olivas, 80% dos jovens encontrarão seus futuros empregos no mundo digital. O uso de Big Data (análise e interpretação de grande volume de dados) e IA, disse o diretor, pode fomentar aprendizados individualizados, em função de cada perfil profissional e das necessidades do mercado.
De acordo com o secretário da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, que participou de uma sessão de debates na UNESCO, as lacunas na educação no Brasil serão ainda maiores se o uso de tecnologias e da Inteligência Artificial não fizerem parte dos currículos escolares no país. “É necessário que as crianças brasileiras adquiram competências em programação para se preparar às mudanças no mundo do trabalho”, declarou.
Para Soares, há iniciativas baratas, como o desenvolvimento de aplicativos usando os próprios aparelhos de alunos da educação básica e universidades, mas isso envolve também a formação de professores e a infraestrutura das escolas. A dificuldade, segundo o secretário, “é como dar escala a projetos como esse”.
No evento, ainda foram debatidos os vários desafios da tecnologia, incluindo o de melhorar a igualdade e o acesso à educação, além da necessidade de novas regulações, com políticas públicas para o uso da IA na educação.
“Discutimos como evitar que os países em desenvolvimento fiquem em atraso em relação à Inteligência Artificial como aconteceu anteriormente com outras tecnologias”, afirmou Paula Valverde, chefe de produto e inovação da ProFuturo. “Esses países têm mais obstáculos de infraestrutura e de conectividade. É outra realidade”, completou.


segunda-feira, 1 de abril de 2019

ONU manifesta preocupação com denúncias de estupro de brasileira presa na Bolívia



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O Escritório para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestou na semana passada (20) sua profunda preocupação com denúncias recentes de violência contra mulheres envolvendo servidores públicos da Bolívia.
O ACNUDH citou relatos de estupro de uma brasileira privada de liberdade em uma prisão em Rurrenabaque (Beni), que teria sido cometido por membros da polícia boliviana. Outro caso mencionado é o de um juiz do Tribunal Constitucional da Bolívia, que teria agredido sua esposa.
O escritório elogiou as medidas anunciadas pelo governo boliviano de investigar as denúncias, em especial por envolverem servidores públicos responsáveis por fazer as leis serem cumpridas. Segundo o ACNUDH, tais oficiais precisam ter uma conduta irrepreensível tanto no exercício de suas funções como no âmbito privado.
O ACNUDH ressaltou a importância de casos de violência de gênero não serem tratados como crimes isolados. De acordo com o escritório das Nações Unidas, as autoridades estatais precisam enfrentar as causas estruturais da violência e discriminação contra mulheres, combatendo assim estereótipos de gênero por meio de ações efetivas e integrais.
Em cumprimento do marco normativo nacional, o escritório regional pediu para o Estado boliviano continuar as investigações de ofício sobre as denúncias e garantir que todos os casos de violência contra mulheres sejam investigados e sancionados.
Em relação às recomendações dirigidas à Bolívia por mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas, o ACNUDH lembrou que, em 2013, o Comitê contra a Tortura expressou preocupação com a persistência da violência de gênero — em especial com a violência doméstica e sexual — que, em geral, continua sendo sub-notificada, e instou o Estado a investigar, processar e sancionar autores de tais crimes.
Por sua vez, em 2015 o Comitê para a Eliminação de Todas as formas de Discriminação contra a Mulher recomendou que a Bolívia impulsione um processo participativo para elaborar estratégias de prevenção da violência contra mulheres, com ênfase naqueles que se encontram em situações especiais de risco e vulnerabilidade, como as mulheres privadas de liberdade.
Nessa linha, o ACNUDH destacou a recente criação do Serviço Plurinacional da Mulher e da Despatriarcalização “Ana Maria Romero”, que tem entre seus desafios a erradicação de todo tipo de violência e formas de discriminação contra as mulheres, evitando que esses crimes fiquem impunes.
Por último, o ACNUDH lembrou os compromissos assumidos pelo Estado boliviano no marco da Agenda 2030 e a meta do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 5 de “eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e crianças nos âmbitos público e privado”, e instou o Estado boliviano e a sociedade em geral a coordenar esforços para garantir que as mulheres e meninas tenham uma vida livre de violência.



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